27.9.07

SHELL

Trilhar os rumos do desenvolvimento sustentável significou, para a SHELL, transformar-se em uma companhia integrada de energia. Com robusta presença em todo o planeta, a companhia aliou ao desenvolvimento econômico as vertentes ambientais e sociais, em busca de uma meta desafiadora: suprir a crescente demanda energética global respeitando as pessoas e o meio ambiente.
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A história
A SHELL tem suas origens em 1833, em uma pequena loja, na região oeste da cidade de Londres, que vendia antiguidades e objetos exóticos, como belas conchas orientais que eram usadas pelas donas-de-casa para enfeitar caixas e móveis. Marcus Samuel, o proprietário da loja, realizou tantos e tão bons negócios com as conchas, que contratou encomendas especiais às empresas que navegavam para o Oriente e, em pouco tempo, o negócio cresceu o suficiente para se transformar numa empresa de importação e exportação. Quando morreu em 1870, seus filhos, Marcus Samuel e Samuel Samuel, herdaram o negócio de importar e vender conchas na Inglaterra. Oito anos depois da morte do pai, os irmãos separaram suas atividades: Marcus Samuel and Company estabeleceu-se em Londres e Samuel Samuel and Company no Japão. Em 1885, Marcus Samuel ampliou suas atividades entrando em um novo negócio: a venda de querosene para o Oriente. Cinco anos depois, viu os primeiros petroleiros em ação no Mar Negro e começou a fazer planos para transportar querosene russo a granel, através do Canal do Suez, encomendando oito petroleiros. O “Murex”, primeiro deles, fez a viagem inaugural pelo canal em 1892. Para garantir sua mercadoria, Marcus assinou contrato com um grupo russo de produtores e refinadores que, na verdade, era controlado pela Casa Rothschild. O negociante inglês estava garantindo, por longo prazo, o suprimento de querosene produzido no Oriente. O óleo de baleia das velhas luminárias e candeeiros começava a ser substituído rapidamente pelo moderníssimo querosene, barato e de mais fácil manejo. Nessa mesma época, produzia-se petróleo nas Índias Ocidentais. E, em 1890, a NV Koninklijke Nederlandsche Maatschappij tot Exploitatie van Petroleum-bronnen in Nederlandsch-Indie foi fundada para operar um campo de petróleo em Sumatra sob a direção de August Kessler. A empresa de nome gigantesco tinha, em 1892, apenas um oleoduto e uma refinaria. Para facilitar seu relacionamento comercial, passou a chamar-se Royal Dutch Petroleum Company.
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Quatro anos depois, Henri Deterding associou-se a Kessler e ambos começaram a sofrer os efeitos da competição com o baixo custo de transporte do petróleo russo vendido por Marcus Samuel. Para garantir seu negócio, a Royal Dutch começou a construir petroleiros e instalações de armazenamento, fundando uma organização de vendas. Nessa altura, as duas empresas européias - a Royal Dutch e a de Samuel - tinham como grande rival a norte-americana Standard Oil. Para enfrentar o desafio vindo do outro lado do Atlântico, inicia, em 1892, um trabalho de colaboração que culmina, em 1903, com a associação das duas na Asiatic Petroleum Company Limited, com um terceiro sócio, Rothschild. Marcus Samuel assumiu o posto de Chairman, e Deterding, o de Managing Director. A empresa possuía fontes de distribuição, tinha um esquema de vendas e atuava em todos os mercados do Extremo Oriente, passando depois a vender a produção das Índias Orientais em todo o mundo. Na verdade, nos bastidores, Samuel competia com Deterding, da Royal Dutch, e os dois só se juntaram para combater o “inimigo” comum: a americana Standard Oil. Em 1898, Samuel havia obtido uma concessão em Bornéu e passou a perfurar poços de petróleo com sucesso. Acabou construindo uma refinaria. Seus negócios particulares iam tão bem que foi necessário formar uma terceira companhia: The Shell Transport and Trading Company Limited, que passou a existir ao lado da empresa original de Samuel, a Marcus Samuel Company, da Royal Dutch e da joint venture que formaram, a Asiatic Petroleum. O nome Shell (concha) era inspirado na loja que seu pai lhe deixara ao morrer. Um invento que já existia desde 1885 - o carro a motor produzido por Karl Benz - estava destinado a apressar a união da Shell com a Royal Dutch. Ao saber da descoberta de petróleo no Texas, em 1901, Marcus Samuel conseguiu vencer a concorrência para transportá-lo e distribuí-lo na Europa. Sua empresa, a Shell Transport, foi a primeira companhia de petróleo a ter fontes mundiais de produção, o que garantia seu abastecimento de gasolina, querosene e óleo combustível. A norte-americana Standard Oil sentiu a concorrência e tentou, sem sucesso, obter o controle da Shell Transport and Trading Company, enquanto a Royal Dutch prosseguia em suas atividades de perfurar poços e produzir petróleo. Uma série de crises na Royal Dutch e na Shell apressou sua associação. Em 1898, problemas na produção de óleo em Sumatra haviam obrigado a Royal Dutch a recorrer à Rússia para conseguir querosene.
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Em 1900, Kessler morreu e seu posto foi ocupado por Deterding, partidário da sociedade com a Shell. A empresa inglesa, por sua vez, enfrentava dificuldades ao descobrir que o querosene de Bornéu era de baixa qualidade, não tendo conseguido entrar no mercado de gasolina, a essa altura já em franca expansão. Todos esses contratempos e a certeza de que as duas empresas se completavam levaram à grande fusão de 1907, com o nome de Royal Dutch/Shell Group of Companies. A Royal Dutch saía fortalecida, pois era rica em gasolina, e a Shell possuía óleo combustível. As duas garantiam o transporte de seus produtos aos quatro cantos do mundo. O resultado da sociedade é a Shell de hoje, a maior empresa do mundo em negócios com petróleo. Os primeiros anos do século resultam em lucros para a indústria do petróleo. Em 1909 começa a produção em massa de automóveis, o que resulta na abertura de um novo e imenso mercado. Em 1929, a empresa se introduz no setor químico com a constituição da “N. V. Mekog” nos Países Baixos. Em 1938, a produção de petróleo cru da SHELL, alcança uma cifra próxima aos 580.000 barris diários, frente ao total mundial de 5.720.000. Nos anos seguintes a SHELL cresceu em ritmo acelerado e introduziu inúmeras novidades no mercado como: pioneira ao lançar no Brasil a Trava Eletrônica, um sistema de monitoramento dos combustíveis comercializados nos postos, que impede o despejo e a adulteração de produtos, através do controle da abertura e fechamento dos tanques de combustíveis; também foi a primeira a utilizar Laboratórios Móveis verificando freqüentemente as especificações dos combustíveis comercializados nos postos de serviços; mais uma vez a empresa foi pioneira no desenvolvimento de mecanismos para garantir a qualidade dos seus produtos com o DNA SHELL, além de lançar produtos inovadores como a gasolina premium SHELL V-POWER, Shell Premium gasoline (introduzida em 1955), Formula Shell Gasolina, Formula Shell Premium e Shell Formula Diesel. Recentemente, os acionistas da empresa aprovaram, em assembléia-geral, a fusão do grupo em uma única empresa de nome Royal Dutch Shell PLC, que terá sede em Londres. A decisão representa uma virada na história da empresa, que era dirigida por duas matrizes: Shell Transport and Trading, na Grã-Bretanha, e Royal Dutch Petroleum (controlava 60% do grupo), na Holanda. Atualmente o Grupo SHELL explora, produz e refina petróleo. Acha, produz e transporta gás. Fabrica produtos químicos. Investe na pesquisa e viabilidade de fontes de energia renováveis. Ao longo da sua história, busca constantemente inovação tecnológica, vislumbrando a descoberta de novas tecnologias como fator crucial para o futuro.
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Os produtos
Shell V-Power. A gasolina, lançada no mercado em 1997, foi desenvolvida especialmente pelos cientistas da empresa, em conjunto com a equipe de Fórmula 1 da Ferrari, para aperfeiçoar os combustíveis dos carros de corrida. Eles usaram o conhecimento adquirido nas pistas de corrida para desenvolver um combustível especial, projetado para manter o seu motor em condições eficientes de operação. A gasolina tem fórmula exclusiva que diminui o atrito entre as peças móveis do motor que entram em contato com o combustível, permitindo a redução do desgaste e dando mais proteção ao seu carro. Desde seu lançamento a gasolina premium já foi introduzida em mais de 50 países ao redor do mundo.
SHELL HELIX. Durante uma corrida de Fórmula 1, o óleo precisa proteger um motor que atinge 17.000 rotações por minuto e uma temperatura de até 150 graus. Pensando sempre em exceder as suas expectativas, a SHELLl foi às pistas e desenvolveu juntamente com a Ferrari a linha SHELL HELIX, lubrificantes com a tecnologia mais avançada do mundo. Líder em vendas em mais de 100 países, tem fórmula exclusiva com aditivos de tecnologia sintética, criteriosamente balanceados para garantir ao motor máxima proteção. A linha, aprovada pelos principais fabricantes como Ferrari, Mercedes, BMW, Audi, Jaguar, Porsche e Land Rover, é composta pelos óleos ULTRA, SUPER, STANDARD e PLUS.
DNA SHELL. Funcionando como um código genético de um DNA, agindo de forma muito mais completa que um simples corante, permitia que a SHELL verificasse a procedência dos combustíveis comercializados nos postos de serviços no Brasil. Desde agosto de 2000 vem testando a marcação de seus produtos nos postos, e em janeiro de 2001 lançou o DNA da DHELL nas gasolinas, inicialmente no Rio de Janeiro e São Paulo. Expandiu-se para todo o Brasil em 2002 e, em 2003, foi lançado também para o diesel, propiciando maior segurança para o consumidor. Em abril de 2004, 1.400 postos de abastecimento participavam do programa, que conta com 40 laboratórios móveis. Duas substâncias, desenvolvidas através de tecnologia de ponta, existentes somente nos combustíveis SHELL, são utilizadas na composição do DNA da SHELL: a primeira substância, só é possível ser detectada em laboratórios apropriados, através de um processo conhecido como Cromatografia a Gás; o segundo componente, somente pode ser detectado por equipamentos de leitura óptica presentes nos Laboratórios Móveis da Shell.
Laboratórios Móveis. Conhecidos também como veículos de controle de qualidade, estão capacitados para analisar amostras das gasolinas e do diesel Shell, permitindo saber com precisão se a origem dos combustíveis é 100% SHELL.
SHELL FORMULA DIESEL. Introduzido em 1988, é um diesel especificamente desenvolvido para garantir alta performance com mais economia (menor consumo de combustível), maior autonomia, combustão mais eficiente, limpeza e proteção do tanque e do motor contra ferrugem. Antes de abastecer o veículo da sua frota, Shell Formula Diesel foi testado e aprovado em mais de 40 milhões de quilômetros, o que corresponde a mais de mil voltas ao redor do mundo. Além de 2 milhões e 500 mil quilômetros em testes aqui no Brasil, em condições reais, em frotas de caminhões e ônibus de empresas de transportes do país.
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Parceria de sucesso
Um caso verdadeiro de amor ao automobilismo. Assim pode ser definido o relacionamento entre a SHELL e a italiana Ferrari, um dos mais vantajosos na história da indústria automobilística. Proporcionando potência e proteção aos carros de passeio e de corrida da Ferrari, os produtos SHELL já foram utilizados nos primeiros carros da montadora italiana, e a empresa desempenhou um papel fundamental na primeira participação da Ferrari na Fórmula 1, em 1950. Desde então, a SHELL contribuiu para a Ferrari conquistar oito títulos de construtores e 11 de pilotos na Fórmula 1. Desde 1996, a SHELL tem sido a pioneira no desenvolvimento de técnicas de análise nas pistas, que contribuíram em parte para a trajetória espetacular da qualidade mecânica da Ferrari. As operações realizadas nas divisões de carros de passeio e de Fórmula 1 da Ferrari proporcionam um formidável campo de testes para a SHELL monitorar dados importantes como resistência ao uso, sistemas de proteção térmica do motor e redução de desgaste interno. Claro que os benefícios para a Ferrari também são muitos. Por manter um alto nível de potência do motor e de eficiência do combustível ao diminuir sua densidade, a SHELL permitiu à Ferrari reduzir o peso nos carros e otimizar sua performance, além de melhorar o consumo de combustível durante o ano de 2004. Em diversas ocasiões (particularmente em San Marino e na Espanha em 2004), a equipe italiana de Fórmula 1 impôs um ritmo intenso às voltas na pista enquanto seus rivais ficavam nos boxes, conquistando lideranças seguras antes de ter que fazer o pit stop. As inovações da SHELL não se limitam apenas à potência pura. Não é somente o combustível que pode fornecer apoio estratégico à equipe da Fórmula 1, a escolha correta do lubrificante também produz um impacto significativo à performance do carro. A Ferrari e a SHELL desenvolveram um dos motores mais confiáveis da Fórmula 1, e baseados na tecnologia encontrada na linha Shell Helix, fabricaram uma série de misturas de lubrificantes que deram potência e protegeram o motor em diferentes patamares em 2005. Com o Shell Track Lab, moderno laboratório móvel presente em todos os circuitos da temporada, uma equipe de técnicos da empresa e da escuderia italiana monitora constantemente a formulação e a qualidade do seu combustível por meio de análises que garantem a confiabilidade dos motores. O objetivo é adequar a gasolina ao motor e vice-versa. A cada ano, a SHELL desenvolve 250 mil litros de combustível para a equipe de Fórmula 1 da Ferrari. Os carros de passeio da Ferrari também saem da fábrica com indicações específicas para utilizar os produtos fornecidos pela SHELL.
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Recentemente, para comemorara os 60 anos da vitoriosa parceria entre a marca e a Ferrari foi produzido um comercial antológico, denominado “Circuit”, que celebra as seis décadas de sucesso e inovações tecnológicas entre as duas empresas. O comercial, uma produção global da empresa, foi filmado nas ruas do Rio de Janeiro, Nova Iorque, Hong Kong, Mônaco e Roma, utilizando 5 modelos diferentes de carros de Formula 1 através das décadas. Para assistir ao filme clique no ícone abaixo.
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A evolução visual
Durante sua história a SHELL foi gradativamente lapidando sua logomarca até seu total reconhecimento por parte dos consumidores. A palavra SHELL foi utilizada pela primeira vez em 1891 como marca registrada do querosene importado por Marcus Samuel. O nome era uma homenagem ao seu pai, um próspero comerciante conchas da cidade de Londres. O primeiro logotipo, contendo uma concha achatada (conhecida como Mussel Shell), apareceu em 1901. Somente três anos depois, em 1904, a tradicional concha, muito semelhante a de hoje, e denominada “Pecten”, foi inserida no logotipo da marca. O logotipo evoluiu desde o início do século com nítida redução do número de “linhas” na concha, aparecendo assim menos complexo. O atual desenho da concha foi feito pelo designer Raymond Loewy e introduzido em 1971. Somente em 2003 a SHELL retirou seu nome do logotipo, que passou a ser representado apenas pela famosa e reconhecida concha. A evolução pode ser vista clicando na imagem abaixo.
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Os slogans
Waves Of Change. (2003)
Go well. Go Shell. (?)
You can be sure of Shell. (1982)
They drive well with Shell. (1964)
Cars love Shell. (1959)
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O valor
Segundo a consultoria britânica InterBrand, somente a marca SHELL está avaliada em US$ 3.31 bilhões, ocupando a posição de número 93 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. É a marca de banco mais valiosa do mundo.
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A marca no Brasil
A SHELL chegou ao Brasil em 1913, iniciando suas atividades com o nome de Anglo-Mexican Petroleum Products Company. No dia 5 de maio de 1914, inaugura o primeiro depósito de óleo combustível do Brasil, no bairro da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A empresa começou a distribuir, no lombo de burros, além dos óleos combustíveis industriais, o Kerosene Aurora, lubrificantes, óleo diesel e a Gasolina Energina. Somente em 1922 foram inauguradas as primeiras bombas de gasolina em ruas e garagens de capitais e cidades do interior, e também ao longo de rodovias. Os primeiros postos de serviços só seriam inaugurados sete anos depois. Nos anos seguintes a empresa cresceu e implantou novidades no mercado como: inauguração do primeiro posto de abastecimento e serviços da futura capital do País (Brasília) em 1957; inauguração, em São Paulo, da primeira loja de conveniência em posto de serviços do país, sob a marca Express em 1987; lançamento do Shell Card, primeiro produto de automação da Shell Brasil e do mercado, em 1990, chegada ao Brasil da Select, marca SHELL mundial de lojas de conveniência em 1995; lançamento, em 2001, do programa DNA da SHELL com o intuito de inibir a adulteração de combustíveis em sua rede de postos; chegada ao Brasil, em 2003, a gasolina Shell V-Power. A empresa tem no país 2.290 postos de serviços, que vendem mais de 5 bilhões de litros de combustíveis e 14.1 milhões de litros de lubrificantes, além de contar com 215 lojas de conveniência Select.
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A marca no mundo
A empresa SHELL trabalha em exploração e produção de petróleo e gás: refinação, transporte e comercialização de seus derivados; produção e venda de produtos químicos; geração de eletricidade e energias renováveis. A SHELL está presente em mais de 140 países, empregando 112.000 funcionários, tendo mais de 45.000 postos de gasolina e mais de 50.000 marcas registradas.
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A marca em imagens
Clique nas imagens abaixo para ampliar e conhecer um pouco mais sobre a marca SHELL.
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CHANEL

Um verdadeiro mito. Responsável por grande parte das principais mudanças no vestuário feminino ocorridas no século XX. Considerada uma das forças do movimento feminista do começo do século passado, Mademoiselle Coco Chanel criou uma moda atemporal e elegante, ostentada até os dias de hoje, fazendo de sua marca sinônimo de elegância e conforto.
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A história
Para contar um pouco da história da marca CHANEL é imprescindível conhecer um pouco da vida de sua criadora. A estilista francesa, que se tornou símbolo de uma revolução nos costumes e na postura da mulher no cenário social, adquiriu a elegância e simplicidade como formas de sobrevivência. Mitômana, nunca quis admitir sua origem pobre. Foi apenas após a sua morte, em 1971, que os reais fatos de sua infância ficaram conhecidos do público. Nascida no interior da França, na cidade de Saumur em 19 de agosto de 1883, Gabrielle Bonheur Chanel ficou órfã de mãe aos seis anos de idade. Seu pai, Albert Chanel, a mandou para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, onde permaneceu até sua adolescência. Porém, a vida simples da cidade interiorana não condizia com a ânsia de Coco Chanel. Trabalhou como balconista e até em um cabaré, onde cantava a música ''Qui qu´a vu Coco dans le trocadero?'' (de onde originou seu nome Coco). Mas o intuito de vencer na vida era mais forte e, para isso, decidiu sair à caça de amantes, de preferência homens ricos, que pudessem lhe ajudar. Esse foi o primeiro grande confronto de Coco Chanel com a sociedade machista do início do século XX. O envolvimento com o milionário oficial de cavalaria Etienne Balsan levou-a a Paris, aos 16 anos, e a inseriu na alta sociedade da capital francesa. Com a ajuda do cobiçado playboy inglês Arthur Capel (que muitos dizem ter sido o grande amor da estilista e morreu jovem em um acidente automobilístico em 1924), montou sua primeira loja, a Casa Chanel (Chanel Modes) em 1910. No começo, vendia chapéus para mulheres. O estilo simples, sem grandes adornos de flores, encantou as parisienses que freqüentavam o jóquei clube da cidade. Quem era aquela mulher que ousava nos trajes simplistas, com misturas entre vestimentas femininas e masculinas? A partir desse momento, Chanel decidiu dedicar-se à costura. Seus cortes simples encantaram e, em 1913 (antes da 1ª Guerra Mundial) abre, simultaneamente, duas boutiques de moda, em Deauville (um dos elegantes centros da França na época) e em Paris. Em 1916, abre uma loja de Alta Costura em Biarritz e, em 1920, fixa-se definitivamente no n.º 31 da Rue Cambon, onde a Maison Chanel existe até hoje. Coco
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Chanel costumava dizer que no mundo da moda havia um excesso de homens que não sabiam como proporcionar o conforto às mulheres. Foi por isso que o estilo criado por ela revolucionou o século XX: ao libertar a mulher das faixas e corpetes apertados em saias com muitos babados, permitiu que a mulher se sentisse livre e poderosa vestida de maneira simples e prática. "Não há mulheres feias, há mulheres mal cuidadas". Com essa filosofia, queria atingir o maior número de mulheres que pudesse, com roupas de cortes retos e elegantes. Chanel não se importava em ser copiada por outros estilistas; o que mais a alegrava era ver mulheres vestindo suas inovações. Jersey cardigan, sapatos sem salto, vestidos de corte a direito e sem mangas, jaquetas, saias plissadas, tailleurs, bolsas com alça de corrente dourada: a renovação do guarda-roupa feminino, para servir ao bel-prazer da mulher de bom gosto e poucos recursos, estava disponível na criatividade de Chanel. Era o chic minimalista que seria adotado por aquelas que estavam cansadas dos costumes da Belle Epoque e do vestuário excessivamente ornamentado. O vestido preto (“Little Black Dress”) seria outra de suas grandes invenções que se tornaria célebre. Saindo das festas de gala e dos momentos de luto, se transformaria no curinga e, de antemão, marcaria o perfil da mulher moderna, preparada para ser uma profissional e estar feminina e elegante em qualquer situação. Publicado pela primeira vez em 1926, o modelo foi chamado pela Vogue como o ''Ford dos vestidos'' (uma alusão aos carros da marca americana que eram vendidos em massa). No auge de sua fama, durante a década de 30, empregou 4.000 funcionários e chegou a vender 28.000 peças num único ano. O segredo do sucesso de Chanel era simples: apenas desenhava roupas que gostava de vestir. Não colocava seus esboços no papel, criava-os em cima do tecido, no corpo da modelo. Isso porque era a roupa que deveria se adequar ao corpo, e não ao contrário, como gostava de dizer. Neste período, Coco Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como: Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo. Seus modelos vestiram estrelas como a princesa Grace Kelly, atrizes como Marlene Dietrich e Ingrid Bergman, a primeira-dama americana Jacqueline Kennedy, entre outros grandes nomes.
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Durante a Segunda Guerra Mundial Chanel chegou a trabalhar como enfermeira, uma vez que os negócios de moda estavam em baixa. Nesta época envolveu-se com um oficial nazista, o que lhe custou o exílio na Suíça. Em 1954 voltou a Paris e retomou seus negócios na alta costura. Sua carreira teve um renascimento nesta época. O cardigã, o vestido preto, as pérolas tornaram-se marca registrada do estilo CHANEL. Quando apresentou a coleção de 1958, as francesas ficaram maravilhadas. A revista Elle escreveu em destaque: "Dez milhões de mulheres votam CHANEL". Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca - o eterno corte CHANEL. No ano de sua morte, em 1971, aos 87 anos, Hotel Ritz de Paris, Coco Chanel ainda trabalhava ativamente, desenhando uma nova coleção. Assim como toda a história da sua vida, o momento da morte também foi marcado por glamour e boatos. Sozinha, no quarto do Hotel Ritz onde viveu por cerca de 33 anos, a estilista teria dito a uma camareira que estava em seu quarto: ''Vê? É assim que se morre. Sozinha, mas sempre chique''. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem. O ano de 1983 foi marcado pela chegada de Karl Lagerfeld à empresa como diretor artístico da marca tanto para a linha de alta-costura quanto para a de prêt-à-porter. O estilo clássico criado por mademoiselle Chanel, revitalizado por Lagerfeld, atravessou o século 20 e se tornou atemporal.
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A linha do tempo
1916
Introduziu na alta costura o jérsei de malha estreita, antes usadas apenas nas roupas de baixo dos homens.
1920
Coco Chanel deu um de seus golpes mais ousados, lançando calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças de boca larga usadas por marinheiros. Diz a lenda que a moda das calças boca-de-sino viriam depois de uma visita a Veneza, onde Coco as usou dizendo que eram mais práticas para subir e descer as gôndolas.
1924
Fundada a Société Des Perfums Chanel para produzir e vender perfumes e produtos de beleza.
Nesse mesmo ano foi introduzida sua coleção a linha de jóias.
1926
Foram lançados os Tweeds, inspirado em uma das viagens de Coco Chanel a Escócia.
1955
As bolsas com tiras para serem penduradas no ombro foram introduzidas.
Lançamento do Eau De Toilette For Men, primeiro perfume masculino da marca.
1970
● Lançamento do perfume Chanel nº 19 foi lançado no mercado. O número 19 era a data de nascimento de Coco Chanel.
1984
● Lançamento do perfume Coco Fragrance.
1987
● Introduz no mercado seu primeiro relógio com assinatura CHANEL.
1996
● Lançamento do famoso perfume Allure.
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O perfume das estrelas
O perfume mais famoso do mundo foi criado por Ernest Beaux, famoso perfumista da época, a pedido de Coco Chanel, que sugeriu: "Um perfume de mulher com cheiro de mulher". Dentro de um frasco art déco, que foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959 , o Chanel nº 5 foi o primeiro perfume sintético a levar o nome de um estilista. Revolucionando o mundo das fragrâncias, o perfumista utilizou em sua fórmula corpos sintéticos em proporções inéditas até então: eram mais de 65 substâncias em sua composição entre elas rosas, jasmins de Grasse, flores raras do oriente e sândalo, além da luxuosa essência do pau-rosa, árvore tropical ameaçada de extinção e que encantou os europeus desde o século XVIII por sua fragrância. O cinco era o seu número da sorte, tanto que Coco apresentou o perfume no dia 5 de maio de 1921, até hoje o perfume mais vendido em todo o mundo, atingindo cerca de 140 países. Outra história conta que a estilista escolheu o número pois entre 10 amostras preparadas pelo perfumista a que mais lhe agradou foi a 5. O perfume alavancou seus negócios e se tornou legendário. Mas foi Marilyn Monroe quem tornou o perfume um verdadeiro sucesso. Ao ser entrevistada, perguntaram o que vestia para dormir. Marilyn respondeu: "Apenas algumas gotas de Chanel nº 5". Recentemente, em 2004, foi lançada a nova campanha do perfume estrelada pela atriz Nicole Kidman, o novo rosto do Chanel nº 5 para encarnar a elegância e modernidade do produto, como pode ser visto clicando nas imagens abaixo.
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A campanha contou ainda com um mini filme de 2 minutos dirigidos pelo renomado Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge”, que contava com Nicole Kidman e o brasileiro Rodrigo Santoro. O filme, orçado ao custo de US$ 20 milhões, conta a história de uma atriz que foge de fotógrafos em uma première e termina nos braços de um estranho escritor. Tudo embalado ao som da Orquestra Sinfônica de Sydney, que toca uma versão de “Clair De Lune” do compositor Claude Debussy. Para assistir ao comercial clique no ícone abaixo.
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Rue Cambon
A loja mais famosa da marca CHANEL está localizada em Paris no n.º 31 da Rue Cambon desde 1921. Foi neste endereço que Coco Chanel abriu sua primeira boutique. Este endereço, onde Coco morou anos, é atualmente o Headquarters (espécie de quartel-general) da marca e uma grande atração turística da cidade mais chique do mundo. A loja é totalmente diferente de todas as outras. O aroma exclusivo do perfume nº 5 saúda os visitantes. Não há sequer uma mercadoria exposta. O cliente tem que pedir o que desejar. Além da loja, há uma espécie de museu na parte de cima.
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O logotipo
O tradicional e reconhecido logotipo da marca CHANEL com dois “C” entrelaçados (Double C) foi criado pela própria estilista e deriva de seu nome “Coco Chanel”. O logotipo somente foi registrado como marca depois da abertura de suas lojas.
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Os slogans
Coco, l'esprit de Chanel.
(1992)
Egoïste pour l'homme. (1990)
I am made of blue sky and golden light, and I will feel this way forever ... Share the Fantasy. (1979)
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O valor
Segundo a consultoria britânica InterBrands, somente a marca CHANEL está avaliada em US$ 5.83 bilhões, ocupando a posição de número 58 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Atualmente é a quarta marca mais valiosa do mundo fashion.
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A marca no mundo
A marca CHANEL, um grande império que inclui alta costura, bolsas, sapatos, jóias, acessórios e perfumes, é controlada pela família Wertheimer, possuí cerca de 100 lojas próprias ao redor do mundo, além de ser dona da Eres, uma marca que vende linhas beachwear e lingeries.
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A marca em imagens
Clique nas imagens abaixo para ampliar e conhecer um pouco mais sobre a marca CHANEL.
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Você sabia?
O poder de Coco Chanel em ditar a moda era tão grande que a mania pelo bronzeado no verão surgiu quando, após uma viagem ao Mediterrâneo, a estilista voltou com o tom de pele acobreado. Todas as mulheres queriam copiá-la.
O depoimento a seguir mostra a personalidade de Coco Chanel: “Eu criei um estilo para um mundo inteiro. Vê-se em todas as lojas "estilo Chanel". Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda; Chanel não sai da moda”.
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Visite: www.chanel.com

MICHELIN

A história dos pneus está intimamente ligada a um boneco ligeiramente redondo, simpático e com status de estrela no mundo do marketing. Ele é a personificação de segurança e tecnologia da francesa MICHELIN, responsável pela segurança de milhares de pessoas que utilizam, não importa qual, meios de transportes. Quer seja de avião, metrô, automóvel, bicicleta ou moto, a MICHELIN está muito mais que presente nas vidas de todos nós.
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A história
A ligação da marca MICHELIN com o pneu nasceu da necessidade de um ciclista, inconformado pelo tempo gasto no reparo e na secagem da cola usada para ligar os pneus aos aros da bicicleta. Foi então que os irmãos Édouard e André Michelin, donos de uma pequena fábrica, com 52 empregados que produzia pastilhas de freio feita de lona e borracha, na cidade de Clermont-Ferrand na França desde 1889, imaginaram a melhor forma de facilitar este trabalho, e em 1891, patentearam o primeiro pneu desmontável, reduzindo o tempo de conserto de três horas e uma noite para 15 minutos. O célebre ciclista Charles Terront, correndo com pneus MICHELIN desmontáveis, venceu a corrida Paris-Brest-Paris oito horas à frente de seu adversário mais próximo, e 24 horas à frente do terceiro colocado. A invenção é logo patenteada e dá ao seu idealizador, Édouard, a certeza de que ali estaria um produto de futuro. Começava uma nova era para o transporte terrestre. Um ano depois, mais de 10 mil ciclistas rodavam com pneus MICHELIN. O próximo passo era fabricar pneus para outros meio de transportes. Em 1894 surgiu o primeiro pneu para carruagem, cujo conforto e silêncio os parisienses iriam adorar. No ano seguinte, em uma corrida entre Paris e Bordeaux, os irmãos MICHELIN inscreveram um carro, conhecido como “Éclair”, equipado com pneus. Apesar da vitória com certa folga, os constantes furos nos pneus ainda era um problema.
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O início do século XX marca a primeira grande onda de expansão da empresa, instalando-se próxima aos grandes centros automobilísticos (Europa e América do Norte), e a atuação em campos tão variados como o transporte de carga, guias rodoviários e até aviões. Em 1903, diante do grande sucesso, eles foram negociar seu produto numa pequena, mas promissora cidade americana chamada Detroit, onde acabava de ser montada uma grande fábrica de automóveis: a Ford. Foi nesse mesmo ano que surgiram os primeiros pneus para motocicletas. Em seguida, vieram pedidos de patentes de outros fabricantes: Pirelli, Firestone, Goodyear e muitas outras. Em 1906 foi construída a primeira fábrica fora da França, na cidade de Turim na Itália. No ano seguinte outra fábrica é construída nos Estados Unidos. A primeira preocupação da época foi aumentar a confiabilidade e a longevidade dos pneus. Naquele período, a duração de vida do pneu era bastante curta: entre 1.200 e 1.500 quilômetros. Duas grandes inovações trouxeram para o pneu a resistência ao desgaste: a primeira, a introdução do Negro de Carbono (pó de Carbono) na fabricação dos pneus, responsável pela sua cor negra, que multiplicou por cinco a sua longevidade, utilizado desde 1917; e o aparecimento na carcaça do pneu, de lonas de fios têxteis paralelos uns aos outros. O primeiro grande resultado de todas essas idéias foi o lançamento, em 1923, do pneu “Confort”, primeiro pneu de passeio de baixa pressão (35 libras). Sua longevidade era 10 vezes superior àquela dos primeiros pneus. Dois anos mais tarde, a integração de aros nos talões fixou o pneu à roda com mais confiabilidade que a técnica anterior.
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Em 1929, Edouard Michelin pediu aos seus engenheiros um projeto de pneu para ferrovias. Ninguém jamais imaginaria, até aquele ano, criar um pneu que pudesse suportar cargas tão pesadas. A busca por pressões mais baixas reunidas com um desgaste lento continuou e deu seus frutos em 1932, quando a MICHELIN propôs aos motoristas um pneu com uma pressão muito baixa (35 libras) e duas vezes mais resistente que o “Confort”: o Superconfort. Ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1946, a MICHELIN deu um novo salto em matéria de tecnologia para mobilidade, inventando e produzindo o primeiro Pneu Radial da história. Menor peso, menos aquecimento e menor consumo de combustível foram apenas algumas das vantagens desta nova tecnologia, que rapidamente tornou-se padrão no mundo inteiro. Esse pneu conquistaria progressivamente todos os tipos de veículos e mercados, garantindo à empresa vantagens comerciais e industriais decisivas sobre seus concorrentes, ao longo dos 30 anos seguintes. Nos anos 80, a MICHELIN engaja-se na direção de novos pólos de atividades econômicas na América do Sul, América do Norte, Ásia e Europa. A inovação se acelera em todas as categorias de pneus, com destaque para o "Sistema PAX" e os pneus para engenharia civil e para exploração de minas. Nesta época a MICHELIN já era uma gigante e foi as compras adquirindo, em 1989, a americana B.F. Goodrich, empresa fundada em 1870. Até maio de 2006 era dirigida por um herdeiro da família, Édouard Michelin, que morreu afogado em um naufrágio durante uma pescaria nas proximidades da ilha de Sein, em águas da Bretanha, no noroeste da França.
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A linha do tempo
1910
Primeiro mapa rodoviário MICHELIN em escala 1/200.00 é introduzido em Clermont-Ferrand. A ele seguem-se os mapas da Costa Mediterrânea, de Marselha a Nice e da região parisiense. Em 1913, o mapa da França, incluindo 47 páginas, é inteiramente concluído. Trata-se da primeira cobertura cartográfica detalhada do país, especialmente desenvolvida para o motorista.
1929
Desenvolvimento do primeiro pneu para ferrovias proporcionando conforto, silêncio, aceleração e freios muito rápidos.
1930
Conseguida a patente do pneu com câmara de ar embutida, o percussor do pneu sem câmara.
1934
Introdução do pneu Confort Stop, com ranhuras de aderência que diminuíam os riscos de derrapagens em pistas molhadas.
1937
Criação do pneu para veículo de passeio chamado “Piloto”, com perfil mais alto melhorando sensivelmente a aderência na pista, mesmo em lata velocidade.
1938
Lançamento do Metalic, primeiro pneu destino a veículos pesados a unir a borracha ao fio de aço, resistindo muito melhor ao aquecimento e a cargas pesadas.
1965
Fabricação do primeiro pneu assimétrico (XAS), destinado aos automóveis superesportivos da época.
1982
Lançamento do XM+S 100, um pneu desenvolvido especialmente para o período de inverno.
1994
Atenção e respeito ao meio ambiente foram o ponto de partida para mais uma inovação da empresa, os Pneus Energy, que mantinham todas as qualidades de aderência e durabilidade dos pneus normais, mas com baixa resistência à rodagem, reduzindo muito o consumo de combustível.
1996
Instalação de máquinas, na sede em Clermont-Ferrand, com sistema C3M que oferece maior reatividade e flexibilidade nos processos industriais, permitindo a fabricação de pneus em grandes séries ou em séries reduzidas, quase "sob medida", respondendo assim a uma evolução da demanda do mercado.
1997
Surgia uma grande revolução: o Sistema PAX, conjunto pneu/roda, que permitia a mobilidade contínua; mesmo com o pneu vazio, podendo percorrer até 200 km a uma velocidade de 80 km/h.
Comercialização do Coraldo, primeiro pneu colorido para veículos de passeio.
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O famoso Bibendum
A idéia do boneco Bibendum (conhecido carinhosamente como BIB) teve início em fevereiro de 1893, na Conferência da Sociedade dos Engenheiros Civis, em Paris, em que ao defender as vantagens do pneu, André Michelin pronuncia uma frase que se tornará o lema da MICHELIN: “O pneu bebe o obstáculo”. Esta frase histórica seria bem aproveitada. No ano seguinte, durante a Exposição Universal e Colonial de Lyon, os dois irmãos Michelin notam, em seu estande, uma pilha de pneus de diversas dimensões, com um formato sugestivo. Edouard teria, então, dito a André: “Se tivesse braços, pareceria um homem”. Em breve, André se lembraria dessa frase. Em 1897, o desenhista Marius Rossillon apresenta aos irmãos diversos projetos publicitários. Entre eles, um esboço destinado a um bar-restaurante mostra um homem gordo levantando sua caneca de cerveja, sob a frase latina “Nunc est bibendum” (Está na hora de beber). Para a fértil imaginação de André Michelin, a frase evoca imediatamente sua fórmula “o pneu bebe o obstáculo”. Associando o gordo bebedor à imagem sugerida pela pilha de pneus em Lyon, ele encomenda um cartaz. Em 1898, segundo a idéia de André, foi criado um cartaz onde se via um imponente personagem formado de pneus, atrás de uma mesa, levantar uma taça cheia de cacos de vidro e pregos, dizendo, no momento de um brinde: “Nunc est bibendum”. Lembrando os raros donos de automóveis da época, o então chamado “boneco Michelin” ostenta, orgulhosamente, sinais de uma certa prosperidade econômica, tais como anel de brasão, charuto e uma inegável corpulência. Os óculos antigos foram inspirados em André Michelin. O verdadeiro batismo de Bibendum ocorre alguns meses mais tarde, durante a corrida Paris - Amsterdã - Paris. Ao ver passar André Michelin, o piloto Théry exclama: “Olha lá o Bibendum!”. O nome fica conhecido e, em pouco tempo, passa a denominar diretamente o boneco MICHELIN.Um dos personagens publicitários mais famosos do mundo está presente em campanhas, adesivos e até mesmo nos próprios pneus que a MICHELIN produz. Seu bom humor, a forma inusitada e a origem despertam tanta curiosidade que motivam artistas, jornalistas e até colecionadores no mundo inteiro. No ano 2000, ele foi eleito pelo jornal Financial Times e pela revista Report On Business, o melhor logotipo do mundo. As imagens abaixo mostram a evolução do personagem através de anúncios.
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Clique nas imagens abaixo para aumentar e poder salvar 5 diferentes papéis de parade do maior símbolo da marca MICHELIN.
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O guia vermelho
A história do famoso Guia MICHELIN começou em 1900, na Exposição de Paris, quando os visitantes recebiam gratuitamente um livrinho vermelho, com tiragem de 35 mil exemplares, distribuído pela MICHELIN. Na primeira página, uma pequena explicação de seu conteúdo: "Esse livro tenta fornecer aos automobilistas, que viajam pela França, informações úteis sobre serviços de assistência e reparação para o seu automóvel, indicações de postos de gasolina, bem com sobre onde encontrar alojamento (hotel), mapas, restaurantes e serviços de correio, telégrafo ou telefone". Na época, a empresa queria indicar aos pioneiros automobilistas onde encontrar oficinas e pousadas nas então perigosas e incertas viagens de carro. Era uma forma de estimular os motoristas a gastar pneus. Começou sendo distribuído gratuitamente aos motoristas. Isso até o dia em que um dos irmãos Michelin se deparou com uma pilha de guias no chão de uma oficina escorando uma mesa. Ficou uma fera e falou: “O ser humano só dá valor àquilo que paga”. Passou a ser cobrado. De 1904 a 1914, são criados, a partir do modelo Guia Michelin França, os guias estrangeiros para Europa, África e América. Em 1926 surge o primeiro guia turístico (da região da Bretanha) e o guia da condecoração estrela da boa mesa, surgindo assim o famoso sistema de estrelas para classificar os restaurantes. Este novo guia passa a ser impresso com sua tradicional capa verde em 1936. Com o tempo, outros países ganharam também edições próprias. Passava a ser publicado todos os anos, no mesmo dia, em todos os cantos do mundo, com tiragem de um milhão de exemplares. De tão corretas eram as informações publicadas no guia que os Aliados, antes da invasão da Normandia (em 1944), forneceram aos seus oficiais uma de suas edições, para facilitar a orientação, durante a libertação das cidades francesas ocupadas. O guia, com tiragem anual superior a 1 milhão de unidades comercializadas em 100 países, se transformou em uma das mais bem sucedidas estratégias de marketing da história.
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A marca no Brasil
No Brasil, a MICHELIN está presente comercialmente desde 1927 e a instalação da primeira fábrica da empresa em território nacional aconteceu em 1980, no Rio de Janeiro, para a produção de pneus para caminhões e ônibus. Hoje, conta com cerca de 5 mil funcionários, distribuídos em três unidades industriais, duas unidades agro-industriais, escritórios regionais por todo o país e uma rede de revendedores. Para a MICHELIN, o Brasil é um mercado estratégico para seus investimentos. Da extração do látex à produção final do pneu, a empresa mantém no País toda a cadeia produtiva na fabricação de pneus.
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A marca no mundo
A marca está presente em mais de 170 países ao redor do mundo, empregando cerca de 130 mil pessoas. Possuí ainda mais de 80 unidades fabris, localizadas nos cinco continentes, seis plantações de seringueiras localizadas no Brasil (2) e Nigéria (4), e um Centro de Tecnologia, onde trabalham 4 mil pesquisadores, com pólos na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, produzindo 200 milhões de pneus anualmente, numa vasta gama de produtos: do menor pneu de menos de 200 gramas até o maior com mais de cinco toneladas. As empresas do Grupo MICHELIN produzem também diariamente mais de 61.000 câmaras de ar, mais de 4 milhões de quilômetros de cabos, 96.000 rodas e 70.000 mapas e guias turísticos. Com participação de 20% no mercado global, cerca de 33% de seu faturamento provém dos Estados Unidos e outros 49% do continente europeu.
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A marca em imagens
Clique nas imagens abaixo para ampliar e conhecer um pouco mais sobre a marca MICHELIN.
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Você sabia?
A MICHELIN, cujo nome completo é Manufacture Française des Pneumatiques Michelin, equipa todos os tipos de veículos: da bicicleta ao ônibus espacial, passando pelo automóvel, caminhão, motocicleta, veículo de terraplenagem, metrô e avião.
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